Essas são anotações de caderno das aulas de Parasitologia Veterinária da UFMG. O Departamento de Parasitologia da UFMG é referência mundial em pesquisa na área. Pode conter informações equivocadas, peço para que entrem em contato para correção no email petnalizados@gmail.com

Classe Insecta

  • Características gerais: Antenas, olhos e aparelho bucal.
  • Possui flagelos e segmentos;
  • Olhos tem homatídeos, que são células para visão que formam várias imagens compostas.
  • Oocelos são olhos com lente e terminação nervosa mas não forma imagem, apenas forma luminosidade clara e escura.

Aparelho bucal

  • Picador-sugador: Normalmente em hematófagos, mas podem ser fitófagos.
  • Lambedor-sugador: Só ingere líquidos, possui tabela que é esponjosa.
  • Mastigador: Possui dieta variada, ingere detritos sólidos, morde e também perfura.

Tórax

  • Segmentado
  • 3 pares de patas – 1 em cada segmento.
  • 1 ou 2 pares de asas – sempre 1 em cada segmento.
  • Espiráculos respiratórios para dar oxigênio (energia) para movimentação.

Abdômen

  • 5/7 segmentos
  • Últimos segmentos modificados para sistema genital / digestivo.
  • Placas rígidas de quitina mas entre elas possuem regiões que distendem.

Terminologias:

  • Hemimetábolo: ovo – ninfa – adulto
    • Incompleto
  • Holometábolo: ovo – larva – pupa – adulto
    • Completo
  • Estágio: Fase completa de desenvolvimento.
  • Estádio: Fase dentro do desenvolvimento. Ex: dentro do estádio ninfal.
  • Miíase obrigatória/primária: moscas que dependem do hospedeiro para completar seu ciclo de vida: biontófagas.
  • Miíase facultativa/secundária: podem completar seu ciclo em substratos (necrobiontófagos).
  • Lesão traumática: bicheira é a lesão aberta.
  • Lesão furuncular: berne é a lesão nodular.

Moscas

  • Artropoda – Insecta – Diptera
  • Todos são holometábulos.
  • 2 pares de asas no segundo e terceiro segmento.
  • As asas do terceiro segmento são vestigiais para equilíbrio (balanceiam).
  • Antenas curtas pouco segmentadas – Na mosca, nunca mais de 10 segmentos, normalmente 6.

Dermatobia hominis
  • Berne.
  • Causadora de miíase:
    • Infestação de vertebrados vivos por larvas de dípteros que se alimenta de tecido vivo ou morto.

Características morfológicas:
– Fileira de espinhos para se movimentar.
– Pupa com 2cm x 0,8cm em que o pupário tem 2 espiráculos respiratórios.
– Abdome azul metálico.
– Tórax cinza.

Ciclo biológico da Dermatobia hominis:
– Holometábulo: Ovo – larva (com 3 estádios) – pupa – adulto.
– Total de 100 a 140 dias.
– Adulto macho e fêmea ativos: 1h após sair da pupa já podem realizar a cópula, não se alimentam, usam a reserva energética e morre em 4 a 20 dias.
– Gostam de baixa temperatura e alta umidade.
– Após 48h da cópula, a fêmea faz a postura de ovos. Usa um hospedeiro forético para transportar seus ovos para o hospedeiro definitivo.
– Em 6 a 7 dias a larva de 1 estádio se desenvolve e eclode do ovo quando cai no hospedeiro, sofre 2 mudas e se desenvolve, cai no solo, se enterra, produz a pupa e faz metamorfose.
– Em 30 dias se torna adulta.
– De larva a pupa são 32 – 40 dias.
– A larva detecta calor e CO2 para eclodir e penetra a pele com movimentação e enzimas líticas.

Patogenia:
– Penetração da larva
– Localização subcutânea (não atinge tecido muscular)
– Complicações: infecções bacterianas, miíase traumática.
– Causa miíase furuncular: nódulos avermelhados com orifício central com secreção.

Principais hospedeiros:
– Bovinos e cães.
– Raro em equinos e gatos, pode ocorrer em suínos.
– Tendência a atacar animais mais escuros.

Epidemiologia:
– Vegetação abundante.
– Regiões quentes e úmidas.
– Altitudes inferiores a 1000m.
– Raças mais susceptíveis.

Tratamento:
– Remoção mecânica com luva e álcool.
– Remoção com químicos.
– Pós tratamento da lesão.

Controle:
– No hospedeiro: tratamento.
– Ambiente: Uso de repelentes, controle de criadouros com esterqueira e controle de lixo.

Chrysomya sp.

  • Moscas varejeiras.
  • Biologia:
    • Situação atraente: sujeira nos quartos posteriores (urina, diarréia, putrefação de lã de ovinos, miíase).
    • Dieta dos adultos: soluções.
    • Larvas vorazes são necrófagas ou necrobiontófagas.
    • Não são moscas obrigatórias.
    • Gostam de clima quente e úmido.
  • Características morfológicas:
    • 8 a 15mm.
    • Cor metálica.
    • Aparelho bucal lambedor-sugador.
  • Ciclo biológico:
    • De 10 a 60 dias.
    • Holometábulo: ovo – larva – pupa – adulto.
    • Faz postura de ovos em substratos.
    • Larva se enterra e de 6 a 7 dias emerge o adulto da pupa.
  • Patogenia:
    • Em miíase, aspecto igual ao traumática facultativa.
    • Infecção bacteriana secundária.

Tabanidae

  • Tabanus sp.
  • Mutuca – picada dolorida.
  • Morfologia:
    • Tamanho e coloração variada.
    • Amarronzada/cinza.
    • Olhos escuros.
    • Aparelho picador/sugador.
    • Larvas mastigadoras, predadoras com aparelho bucal mastigador.
    • A pupa é móvel.
  • Ciclo biológico:
    • Holometábulo: ovos – larva – pupa – adulto.
    • Único díptero com até 13 estádios larvais: mais ou menos 7 – 11.
    • Adulto macho e fêmea se alimentam de seiva de planta, mas as fêmeas se alimentam de sangue para melhor dieta e postura de ovos.
    • Fêmea faz várias posturas de ovos (cerca de 50 ovos) e várias alimentações.
  • Biologia:
    • Hábitos alimentares: rasga tecidos, picada dolorida.
    • Hábito diúrno em horários quentes.
    • Qualquer hospedeiro: quanto mais permissivo, melhor.
  • Distribuição:
    • Clima quente e chuvoso.
    • São cosmopolitas.
  • Controle:
    • Proteção dos animais: inseticida, armadilhas (painéis com cola e escuros).

Sarcophagidae

  • Cor acinzentada.
  • Tórax com 3 faixas negras.
  • Fêmeas larvíparas: não põe ovos, só larvas.
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